quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quem se lembra de você em mim não sou eu.


Eu já esqueci você, tento crer. Sua casa, sua cama, seu cheiro, seu calor...
Eu já esqueci você, esqueci sim! Esqueço todos os dias uma árvore da sua rua, um quadrado daquelas gramas.

Eu esqueço você sempre, tento crer.
A cor e o perfume dos seus cabelos, o contorno da sua boca, o tom da sua voz.
Já nem sei mais como são as suas crises de risadas e nem o soluço do seu choro.

Apaguei da memória o seu jeito de me abraçar dizer que estava com saudades, apaguei o som dos seus sussurros e dos meus sentidos aguçarem ao escutar.

Eu já deletei de mim o seu sorriso e a sua expressão de que algo não estava bem, esqueço fácil cada toque seu.

Quando enfim juro que esqueci quem se lembra de você em mim não sou eu.
Bate na memória da minha pele, bate no sangue que bombeia, nas minhas veias. 
Porque eu? Eu já esqueci você.



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