sexta-feira, 15 de abril de 2011

12/05/2011


Eu lembro sim de todas as vezes que eu jurei jamais cair naqueles braços novamente, eu lembro das vezes que eu prometi pra mim mesma não escutar mais 1% de qualquer lábia vindo de lá, eu lembro de tudo e sei o que eu disse, mas depois de tanto tempo mesmo tão próximo eu pude perceber que nem tudo realmente acabou e sim, claro, aquilo sempre foi amor, pois acredito que quando é amor de verdade tempo algum apaga apenas tira do centro das atenções o inesquecível, é como se fosse um vulcão inativo que poderá ficar faliu por milênios ou não. 
Com essa nossa reaproximação eu pude sentir realmente que o amor cheio de impulsos já não existe e confesso que naquela tarde que nos aconteceu eu até cheguei a mencionar que não haveria motivos para voltar o relacionamento, mas depois daquele beijo eu pude ter certeza do vulcão e sem medo de erupção até lembrar que eu já pertencia a outro coração. 
Mesmo me dizendo que nada iria me cobrar se acaso algo entre nós fosse renascer, cheguei a imaginar tudo como era antes, mas se nada mais intenso sinto como podia ser tudo igual ao passado? Foi então que me senti culpada sim por trair aquele coração com qual eu teria me entregado a uns meses atrás, porém relembrar e ter a certeza de que aquele passado ainda estava vivo dentro de mim foi uma surpresa e tanto. "Não te prometo amor de novo, não te prometo compaixão, não te prometo que de novo eu fique sempre ali a tua disposição" . Não foi nessa forma poética que passei naquela tarde, mas eu soube passar o que deveria ser depois daquele beijo. 
Eu poderia manter esse dia como um eterno segredo, eu poderia até mesmo manter esse caso, mas hoje eu posso dizer que escravo desse amor já não quero, já não devo, já não posso, já não consigo mais ser. 

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